A águia americana rasa a erva da pradaria
e o Deus Sol espera sentado no seu trono de prata,
no topo de Machu Picchu.
Kanye West arrasa a pista do Convento,
onde os angolanos ensaiam os seus passos africanos
e as damas transpiram, em corpos Dolce & Gabbana,
convites secos de sexo descomprometido.
Mas os poetas bebem sozinhos nos bares da cidade de Lisboa,
fitando os círculos de espuma sob os seus narizes,
enquanto escrevem estrofes duras e independentes em guardanapos de papel.
Lá fora, no cinzento roxo da noite,
o céu baixo lança os seus dedos luminosos sobre Lisboa,
enquanto sorvo o pingar dos dias pelos poros da pele.
Sentei-me na Cidade Perdida
e teci o mundo em meus dedos trémulos.
Saúl Villalobos
Wednesday, October 18, 2006
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