A Terra molenga no seu eixo,
estalando na sua rotação intemporal,
e rasga o papel de seda do céu.
(os astros sempre a caírem
no fundo do saco negro de veludo.)
se eu pudesse estender os braços apanhava-os nas palmas das mãos,
assim, como se fossem gotas de orvalho;
e colhia as estrelas prateadas no fundo do saco,
uma a uma.
Mas, depois, quem me apanharia a mim?
Saúl Villalobos
Wednesday, October 25, 2006
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