Construí eu o mundo,
em pedaços de barro e de areia
que o mar levou.
Sou uma sombra.
Como o Jeff Bridges em Fearless,
este corpo opaco já não tem chama.
Foi-se, não numa manhã de nevoeiro,
mas numa tarde na escola,
a debater-me com a efemeridade da mente.
E agora tenho saudade das árvores,
mas só me resta a chuva,
que quando cai
detém o tempo,
ainda que por breves instantes.
mas fomos imortais naqueles verões infindáveis
em que subíamos às árvores e
fazíamos batota nas corridas de carrinhos.
fomos imortais quando as nossas mães
nos deixavam na escola e chorávamos
e fazíamos chichi nas calças.
fomos imortais de Inverno,
a ver a chuva lá fora dançar
nos focos dos candeeiros.
fomos imortais, deitados na relva,
a segurar o mundo na ponta dos dedos,
enquanto imaginávamos como seria sermos crescidos.
Saúl Villalobos
Wednesday, October 25, 2006
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1 comment:
O Romantismo estará para sempre nas nossas almas. Não há data que o limite.
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