Sonhos de um poeta que se interroga sobre quem é que dita o que é belo: Sempre fiz os meus sonhos a perscrutar o escuro do meu quarto, descobri os contornos da beleza dentro dos auscultadores nos ouvidos, a minha almofada o meu trono, o leito o meu coche dos sonhos. Brinquei de génio e sonhei o mundo. Naquele anoitecer mágico, Lagoa de Momprelé, a escutar Sigur Rós, música de contemplar as estrelas, costas no chão, o tecto do mundo o meu horizonte. Nada sei fazer bem senão sonhar, e a sonhar fingir ser poeta, e ser rapazinho no quarto escuro, a descobrir as arestas do mundo. Apanho as estrelas entre o indicador e o polegar e ponho-as na boca – verbos, substantivos, advérbios e adjectivos.
Saúl Villalobos
Thursday, April 26, 2007
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1 comment:
Muito bom! Aqueles momentos só nossos, dum poeta sonhador, e as palavras que deambulam!
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