De regresso a Lisboa
sentado à beira do Pessoa
bebo uma Vidago
enquanto o negro toca o fado
dele no saxofone
sopra, Charlie Parker,
diabo negro atormentado,
traça o meu Chiado
nesse teu sopro assombroso
de ave ferida
Viro a algibeira
as linhas descosidas de uma bandeira
que já não carrego comigo
sou sombra
um sopro de fantasmas passados, talvez
não, nem memórias;
apenas e só
um coração escangalhado.
Canta para mim, Lisboa.
Agora estamos sós
Saúl Villalobos
Saturday, April 17, 2010
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